A coleção TRAUMA marca o início de cada ciclo no trabalho de Alma Pessotti. Aqui, o trauma não é tratado como memória, narrativa ou experiência subjetiva. Ele se apresenta como estado ativo da matéria, quando a superfície ainda não se recompôs e o excesso permanece visível. O preto não simboliza, ele insiste.
Derramamentos, cortes e interrupções operam como registros de um durante — um momento em que a forma falha em conter totalmente o impacto. A pintura não busca representar um acontecimento, mas fixar sua evidência material. TRAUMA não propõe choque nem catarse, propõe permanência. Cada núcleo da coleção encerra um estado de ruptura, e o ciclo, então, segue.